Trabalhadores são flagrados sem o uso de equipamentos de segurança

Flagrantes ocorreram em obras no centro de Porto Velho.
Auditor-fiscal do trabalho condena comportamento dos empregadores.

Irregularidades quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de trabalhadores da construção civil em Porto Velho foram flagradas pela equipe do Jornal de Rondônia. Um dos flagrantes foi registrado na construção da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Rondônia (Sticcero).

O trabalhador, que não quis se identificar, opera a serra para cortar tijolos sem o uso das luvas. “Onde está a luva? [pergunta a repórter] Está lá dentro, eu vou pegar”, responde o trabalhador que não quis se identificar.

O encarregado da obra não quis falar sobre o assunto, o representante do sindicato disse que desconhecia a situação. “Para nós foi uma surpresa, porque sempre cobramos”, conta Ademilton Borges, representante Sticcero.

Em outra obra, o pedreiro se movimenta no local com sandália de dedo, sem sapato especial.(Veja imagens no vídeo). Utiliza apenas um cinto e um chapéu de pano e ainda opera a corda sem luvas. Para descer de uma altura de oito metros, tem que ‘escalar’ a estrutura de metal improvisada. “E os equipamentos de proteção? [pergunta a repórter para o trabalhador] Vai lá que ele mostra para a equipe’, diz Marcelo Alves, encarregado da obra.

Após o flagrante, o trabalhador procura o EPI. “O senhor acha incômodo trabalhadar com EPI? [pergunta a repórter] É incômodo”, afirma o trabalhador que não quis se identificar.

O auditor-fiscal do trabalho, Juscelino José Durgo, analisou as imagens dos flagrantes e condenou a conduta dos trabalhadores nos dois casos. “O andaime precisa ter o guarda-corpo e cinto de segurança, sobre o caso do trabalhador que corta o tijolo sem o uso das luvas, ele tem risco de sofrer lesão na mão”, afirma Juscelino José Durgo.

Ainda segundo o auditor, o empregador deve oferecer os equipamentos de segurança e treinar os funcionários para o uso, além de cobrar a utilização.

Fonte: g1.globo.com