Construção civil: trabalhadores decidem permanecer em greve

Representante da categoria vai buscar apoio em Brasília.

Os trabalhadores da construção civil do Estado realizaram assembleia na manhã desta quarta-feira (8), e decidiram manter a greve no setor, que já atinge cerca de 30 mil pessoas. A decisão foi tomada depois de uma reunião entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst-ES) e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, nessa terça-feira (7).

Os operários retomaram a greve por não concordarem com a suspensão do reajuste de 14% para a categoria determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho no Estado. Um pedido liminar pela suspensão do reajuste foi acatado pelo TST.
Segundo o presidente do Sintaconst, Paulo César Borba, o Carioca, os representantes da construção civil apresentaram ao ministro o retrato da indústria de construção no Estado, que está em plena efervescência com a expansão imobiliária. De acordo com Carioca, o ministro afirmou não ter visto a questão por esse ângulo e aconselhou a categoria a esperar que a liminar seja suspensa.
Carioca retornou a Brasília nesta quarta-feira, em busca de apoio para reverter a liminar. Nesta sexta-feira (10) está marcada uma nova assembleia dos trabalhadores e no domingo (12) deve haver a avaliação do movimento.
Neste ano os trabalhadores realizaram uma greve que durou 29 dias e foi encerrada com uma decisão do TRT que determinava reajuste de 14% para a categoria. No entanto, no dia 25 de julho, a vice-presidente do TST, ministra Maria Cristina Pedruzzi, acatou recurso impetrado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-ES) e deferiu pedido liminar suspendendo o reajuste e aplicando a manutenção de reajuste de 7,5%.
Para os trabalhadores o reajuste de 7,5% não resulta em ganhos reais para a categoria, por isso os operários paralisaram as atividades. O julgamento do mérito no recurso impetrado pelo Sinduscon está marcado para o mês de setembro.