Construção civil impulsiona vendas da Gerdau

Amparada no bom momento que o setor atravessa no Brasil e nos Estados Unidos, siderúrgica fecha o primeiro trimestre com alta de 10% na receita líquida

Os primeiros três meses do ano foram positivos para o Grupo Gerdau. De janeiro a março, a companhia obteve uma receita líquida de R$ 9,2 bilhões – um crescimento de 10% sobre igual período do ano anterior. O resultado foi influenciado pela maior demanda da construção civil no Brasil e dos setores industrial e de energia nos Estados Unidos. Aliás, a siderúrgica vem obtendo bons resultados nos mercados norte-americano. O investimento em construções não-residenciais nos Estados Unidos, por exemplo, alcançou US$ 65 bilhões no primeiro trimestre do ano, 16% superior ao de igual período de 2011 – o que impulsionou as vendas da empresa. Juntos, Brasil e América Latina responderam por 68% da receita bruta da Gerdau no primeiro trimestre.

O lucro, no entanto, sofreu um revés de 3%, caindo para R$ 397 milhões. De acordo com André Gerdau Johannpeter, o nível de rentabilidade foi afetado principalmente pelo crescimento dos custos de produção e pelo processo de desindustrialização da cadeia do aço na América Latina. “Menos mal que, recentemente, foi aprovada o fim da guerra dos portos”, destacou ele. Como forma de aumentar as margens, Johannpeter anunciou que a empresa continua em busca de parceiros para a comercialização de minério de ferro. A Gerdau Açominas, por exemplo, terá sua capacidade expandida de 6,5 milhões de toneladas para 11,5 milhões de toneladas da matéria-prima. Os excedentes serão, então, vendidos com a ajuda parceiros – que ainda estão sendo selecionados.

Na coletiva desta quinta pela manhã, a Gerdau anunciou novos investimentos nos Estados Unidos. Para atender a crescente demanda por aços especiais do mercado automotivo norte-americano, o grupo pretende instalar um novo lingotamento contínuo na usina St. Paul (em Minnesota), que terá capacidade ampliada de 90 mil para 500 mil toneladas por ano. O investimento será de R$ 91 milhões. O novo equipamento entrará em operação no início de 2014. Na usina Monroe (no Michigan), uma nova linha de inspeção de barras entrará em operação em 2013, aumentando a capacidade de processamento dos produtos. Estimado em R$ 39 milhões, o investimento se soma ao plano de expansão da unidade – cuja capacidade de produção saltará de 470 mil para 720 mil toneladas.

No total, informou André Johannpeter, o plano de investimentos da Gerdau no mundo deverá totalizar R$ 10,3 bilhões até 2016. “Nessa indústria é necessário manter os investimentos no longo prazo, ainda que se tenha alguma oscilação na economia mundial ou local”, opina Osvaldo Schirmer, vice-presidente executivo de finanças, controladoria & RI. Segundo ele, a siderúrgica ainda avalia a possibilidade de erguer um novo laminador no sul do país. A unidade deverá ser instalada junto a uma das três usinas que o grupo opera na região – em Guaíra, no Paraná, e em Charqueadas e Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul.

Fonte: amanha.com.br