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Operário da construção civil morre com pedrada em Bertioga, SP

Crime ocorreu na tarde deste domindo (17) enquanto o trabalhador dormia.
Assassino trabalhava na mesma obra que a vítima.

Um operário da construção civil morreu na tarde deste domingo (17) em Bertioga, no litoral de São Paulo, após ser atingido por uma pedra enquanto dormia. O crime ocorreu dentro do alojamento dos trabalhadores de um canteiro de obras no bairro Morada da Praia.

Segundo informações da Polícia Militar, o assassino e a vítima trabalhavam na mesma obra. Os dois teriam brigado e, um tempo depois, enquanto um operário dormia, o outro o acertou com uma pedrada na cabeça.

O autor do crime foi preso ainda no início da noite de domingo e encaminhado para a Delegacia Sede de Bertioga, onde a ocorrência foi registrada.

Fonte: g1.globo.com

Construção civil multiplica número de pesquisas arqueológicas no Brasil

Por lei, toda obra de médio ou grande porte exige estudo histórico do solo.
Para professor da USP, qualidade científica de estudos precisa melhorar.

Enquanto cientistas de vários ramos sentem dificuldade para captar recursos no Brasil, a arqueologia aproveita o grande número de obras para aumentar o número de pesquisas na área. Por lei, toda obra de médio ou grande porte deve fazer uma avaliação arqueológica do terreno, o que cria oportunidades para a ciência.

“Eu comparo o nosso mercado com o da engenharia civil”, apontou Sérgio Bruno Almeida, arqueólogo que é sócio da Fronteiras, uma empresa goiana que trabalha com pesquisas em sítios de construções. “Como o país está com muitas construções, o mercado fica mais próspero”, concluiu Almeida.

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Prato de cerâmica indígena encontrado durante as obras de um gasoduto em Coari (AM) (Foto: Eduardo Tamanaha/Divulgação)

A determinação de que todo canteiro de obras deveria passar pela análise de um arqueólogo veio em 2002, com uma portaria publicada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 1991, o Iphan liberou apenas seis pesquisas arqueológicas no país. Em 2011, foram 1018 pesquisas liberadas. “Foi um crescimento exponencial da arqueologia”, definiu Eduardo Neves, professor de arqueologia na Universidade de São Paulo (USP).

Foi a partir dessa nova norma que o mercado da arqueologia começou a se expandir – e tendência ainda é de crescimento. A arqueóloga Lucia Juliani largou sua carreira como funcionária pública e abriu A Lasca, uma empresa que conduz pesquisas arqueológicas para obras em São Paulo.

Lucia e sua equipe têm feito descobertas interessantes na região de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Os estudos da região revelam detalhes do estilo de vida dos habitantes da região no fim do século 19 e no início do século 20.

“A gente encontra restos das lixeiras”, contou a especialista. “Isso é muito importante para a arqueologia porque conta dos hábitos de consumo das populações da época”, completou.

Pesquisas conduzidas no Largo da Batata, na mesma região, indicam que o local tenha sido usado como um depósito de lixo durante o período em que São Paulo se expandia para essa área.

Também foram encontrados fundamentos de casas com estruturas de palafitas. Na época, o Rio Pinheiros chegava até ali durante as cheias. Ao longo do século 20, boa parte do rio foi aterrada na região, que hoje é ocupada por bairros nobres.

Segundo ela, além do lixo, louças e vidro são os materiais mais encontrados entre os vestígios das casas antigas. Recentemente, em uma pesquisa em um canteiro de obras no bairro do Itaim Bibi, um objeto em especial chamou a atenção. “Achamos um anel de rubi, que é um achado raro, porque ninguém joga uma joia fora”, destacou.

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Anel de rubi encontrado em obras em São Paulo (Foto: A Lasca/Divulgação)

 

Do lado das construtoras, os estudos são vistos como uma forma de interagir com a comunidade, pois contam a história do bairro. No entanto, do ponto de vista dos negócios, é um fator que exige planejamento.

“Tudo isso levou mais de um ano”, ponderou Deise Poli, diretora de desenvolvimento da Tishman-Speyer, construtora responsável pela obra onde o anel foi encontrado. “É um dado a mais que deve ser incluso no cronograma de obras”.

‘Isso tem vários lados’
A expansão do mercado é motivo de comemoração para os arqueólogos, mas há ressalvas. “Isso tem vários lados. Na prática, cria um monte de problemas”, avaliou Eduardo Neves, professor da USP. “É como uma doença do crescimento de um adolescente”, comparou.

Segundo ele, as pesquisas conduzidas pelas universidades ainda têm maior impacto científico. Em sua avaliação, a grande demanda impede que as empresas de arqueologia dediquem tempo para análises. O trabalho, então, resulta em relatórios que vão para o Iphan, mas que não se tornam referência.

“Tem um desafio importante que é transformar esse mundaréu de dinheiro em conhecimento sobre o passado. Isso a gente não conseguiu fazer ainda”, apontou Neves.

O próprio professor também conduz pesquisas em locais preparados para a realização de obras. Recentemente, durante a construção de um gasoduto da Petrobras no Amazonas, a equipe de Neves identificou 43 sítios arqueológicos. A pesquisa revelou objetos – produtos em cerâmica, entre outros – que forneceram informações sobre a cultura de tribos indígenas de antes do período colonial.

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Pesquisas do Gasoduto Coari/Manaus, em Anamã (AM); as bandeiras amarelas marcam objetos considerados importantes pelos arqueólogos (Foto: Eduardo Tamanaha/Divulgação)

“Para a pesquisa acadêmica foi um grande avanço, pois os arqueólogos conseguiram chegar onde a logística não é nada fácil e o acesso só é possível através dos rios”, afirmou Eduardo Tamanaha, pesquisador que fez parte da equipe de Neves.

No entanto, toda a riqueza dos materiais encontrados no local está ameaçada, segundo o líder do estudo, porque falta um projeto para destinar o que foi coletado. “O material desse projeto está guardado de forma precária na Universidade Federal do Amazonas de forma precária, e ainda não encontramos um lugar para colocar isso”, lamentou Eduardo Neves.

O exemplo serve para ilustrar um risco que a construção civil oferece à arqueologia. “Essas obras estão gerando um impacto sobre o patrimônio, porque estão destruindo os sítios. O que é destruído vai embora para sempre”, lembrou.

A partir daí, Neves ressaltou que o país precisa regulamentar a profissão, de forma a garantir a qualidade das pesquisas feitas antes das obras. “A gente não sabe quantos arqueólogos o país tem hoje”, alertou o pesquisador.

Fonte: g1.globo.com

 

 

Instituto da Construção lança unidade em Itu

Inovador e atento às dificuldades do setor da construção civil, empresário promete solucionar o problema da falta de mão de obra capacitada na região.

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Oferecer uma solução rápida para o problema da falta de mão de obra qualificada na área de construção civil foi a aposta do empresário David Pinto ao lançar o Instituto da Construção. A ideia surgiu com a experiência do empresário na “Doutor Resolve”, franquia na área de reparos e reformas, que já conta com 550 unidades no país. “Os franqueados da Doutor Resolve sentem diariamente as dificuldades do mercado em encontrar mão de obra qualificada,” afirma David. Para apresentar uma solução dentro da própria empresa e também para o setor de forma geral, foi desenvolvido o projeto de uma escola profissionalizante, com diferentes cursos no segmento da construção civil, um dos setores que mais cresce em ritmo acelerado no país.

Presente no mercado desde dezembro de 2011, o Instituto da Construção já conta com 60 unidades distribuídas em regiões como Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Maranhão, Goiás, Rio Grande do Sul e, a partir de agora, mais uma em São Paulo, na região de Itu. A nova unidade será gerenciada pelo empresário Fabio Speroni.

Entre os cursos oferecidos pelo Instituto da Construção estão o de formação básica (Eletricista, Gesso Acartonado, Instalador Hidráulico, Instalador de Alvenaria), na área de reparos e reformas (Decoração de Interiores, Jardinagem & Poda, Paisagista, Chaveiro, Reparos & Reformas) e de Suporte e Gestão (Atendimento de Loja, Comprador, Leitura e Interpretação de Plantas, Mestre de Obras e Técnico em Transações Imobiliárias). Com mensalidades que variam de R$ 99 a R$ 250, o Instituto da Construção atinge principalmente os trabalhadores das classes C, D e E, oferecendo cursos com grades modulares e flexíveis, com alternativas no período da noite e aos sábados.

Fonte: jornalperiscopio.com.br