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Seminário do SindusCon-SP apresenta cases de aplicação do BIM na construção brasileira

Evento realizado na capital paulista reuniu profissionais e interessados em informações sobre esta tecnologia

Shopping União de Osasco em BIM

Na última quarta-feira (18) aconteceu na cidade de São Paulo o 3º Seminário BIM (Building Information Modeling ou, em português, Modelagem da Informação da Construção), evento realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), com o objetivo de discutir e apresentar exemplos de aplicação. A metodologia organiza, em um mesmo arquivo eletrônico, um banco de dados com informações sobre as diversas etapas da obra, melhorando o processo produtivo de edifícios.

Segundo o coordenador do seminário e da Comissão de Trabalho de Projetos do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Fernando Correa, os temas dos seminários, desde sua primeira edição, foram evoluindo e apresentando enfoques diversificados com o passar dos anos.

“O objetivo do primeiro seminário foi apresentar o BIM para o público, o segundo, mostrar as dificuldades e a forma de atuação. Hoje, o foco principal é a implantação desta metodologia na empresa”, diz.

De acordo com o coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Jorge Batlouni Neto, a necessidade em se discutir e apresentar exemplos de aplicação do BIM é a importância desta nova tecnologia para os profissionais da construção, especialmente no aumento da produtividade.

Para Batlouni, o BIM é uma ferramenta que auxilia tanto nos projetos mais produtivos, quanto no canteiro de obras. Por isso, a importância em se levar o BIM para o canteiro, desafio este ainda não superado, mas que espera-se que daqui a três anos seja aplicado.

O 3º Seminário contou com a realização de painéis, com apresentações de profissionais, abordando sobre diversos aspectos de implantação e aplicação de BIM.

Para falar sobre a aplicação de BIM em obras do Exército, foi convidado Alexandre Fitzner tenente coronel e CIO-CTO (Chief Information Officer e Chief Technical Officer) no Ministério da Defesa do Exército Brasileiro. Fitzner explicou que o objetivo do BIM no exército tem como finalidade tornar os dados das obras a serem construídas fáceis para serem verificados, melhorando a gestão da obra de quem contrata e do produto que será entregue por eles, resultando assim em trabalhos com uma maior qualidade.

O engenheiro e diretor do Grupo Técnico de Projetos (GTP), José Martins Laginha Neto, mostrou alguns cases em obras pré-moldadas em concreto. Segundo ele, a empresa utiliza desde 2006 ferramentas BIM para visualizar interferências, gerenciar a obra e melhor organizar os diversos tipos de peças empregadas na estrutura, minimizando os erros de projeto.

O primeiro grande projeto do GTP a utilizar ferramentas BIM foi o Shopping União de Osasco, que conta com 250 mil m² de área. “O software foi utilizado apenas internamente e já obtivemos um acréscimo de produtividade em torno de cinco a 10%. Se todos os envolvidos o utilizassem, os ganhos poderiam ser ainda maiores” explica.

Para falar sobre o BIM em obras pré-fabricadas de estruturas metálicas, foi convidado o diretor da empresa Gerenciamento e Desenvolvimento de Projeto (GPD), Sergio Roberto Leusin de Amorim. O engenheiro enfatizou a importância desta tecnologia, destacando que funciona em aspectos muito simples como a associação de campos que se define dentro do objeto virtual que compõe a construção.

“A utilização do BIM não é apenas uma questão de economia e sim de uma onda tecnológica que atingiu a construção e outros setores, por isso, é preciso aderir a esta tecnologia para que possamos ter uma maior competitividade”, diz Leusin.

Fonte: piniweb.com.br

ABNT publica seis normas de solo-cimento

Textos tratam de método de ensaio, dosagem e materiais para base do composto

A Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) publicou seis normas relacionadas a solo-cimento no último mês de agosto. Os textos foram elaborados pelo Comitê de Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-18).

As primeiras normas a serem publicadas foram: NBR 12023: Solo-cimento – Ensaio de compactação e NBR 12024: Solo-cimento – Moldagem e cura de corpos de prova cilíndricos – Procedimento.

Em seguida, vieram a NBR 16096: Solo-cimento – Determinação do grau de pulverização – Método de ensaio e a NBR 12025: Solo-cimento – Ensaio de compressão simples de corpos de prova cilíndricos. Por fim, NBR 12253: Solo-cimento – Dosagem para emprego como camada de pavimento e NBR 11798: Materiais para base de solo-cimento – Requisitos.

Os textos podem ser consultados no site do catálogo da ABNT.

Fonte: piniweb.com.br

Nova norma de concreto dosado em central entrará em vigor no próximo mês

NBR 7212 inclui requisitos para a dosagem, mistura, transporte, recebimento e armazenamento do material fresco, além do controle de qualidade do serviço.

A NBR 7212, que trata dos procedimentos de execução de concreto dosado em central, entrará em vigor no próximo dia 7 de setembro. A revisão do texto de 1984 foi feita pelo Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (CB-18) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento tecnológico da área.

Em junho deste ano, Inês Battagin, superintendente do CB-18, afirmou que o processo de atualização do texto foi iniciado em 2010. A nova versão, segundo ela, mantém o mesmo escopo da original e estabelece requisitos para a execução do concreto dosado em central, incluindo operações de armazenamento dos materiais, dosagem, mistura e transporte do concreto fresco.

Além disso, o novo texto trata do controle de qualidade interno do concreto na central e dos requisitos de recebimento que complementam o que está previsto na NBR 12655, relacionada ao preparo, controle e recebimento do concreto.

Entre as novidades da nova NBR 7212, estão as determinações relativas ao concreto autoadensável, ao esclarecimento dos requisitos para as tolerâncias de dosagem do concreto, às prescrições de desgaste de equipamentos e às informações sobre o preparo do concreto em centrais misturadoras.

Inês Battagin afirmou que, assim como o texto de 1984, a nova norma não se aplica às operações que acontecem após a entrega e recebimento do concreto fresco na obra. “O comitê procurou essencialmente incorporar os avanços tecnológicos do setor que estabelecem as diversas normas brasileiras que de alguma maneira complementam a NBR 7212”, finaliza.

Fonte: piniweb.com.br