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Tecnologia acelera obras do Estádio Nacional

Gruas, guindastes, caminhões-bomba e betoneiras modernas são usados por equipes em três turnos, seis dias por semana, para deixar o estádio pronto até 31 de dezembro

Equipamentos de última geração aceleram as obras do Estádio Nacional

Equipamentos de última geração aceleram as obras do Estádio Nacional

Doze gruas, oito guinchos, meia dúzia de betoneiras e outras tantas de caminhões-bomba, bem como longas mangueiras injetoras de concreto, são alguns dos equipamentos de última geração que estão em pleno funcionamento no canteiro de obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. No local, cerca de três mil operários se revezam em três turnos, seis dias por semana, para atender à determinação do governador do DF, Agnelo Queiroz, de deixar a arena pronta até 31 de dezembro, seis meses antes da Copa das Confederações de 2013.

O esforço está valendo a pena, uma vez que 50% da obra já está pronta.  A arquibancada inferior do estádio está finalizada e a intermediária encontra-se em estágio avançado de construção. Mas, para quem passa pelo Eixo Monumental, só é possível ver os pilares crescendo e as imensas estruturas metálicas amarelas e com longas hastes, como a “ponta do iceberg” de todo esse empenho.Trata-se das gruas e dos guindastes móveis, gigantes de aço desenvolvidos para auxiliar a movimentação de cargas pesadas, tanto na horizontal como na vertical. Essas máquinas têm altura média de 50 metros, o equivalente a um prédio de 17 andares. O planejamento das máquinas a serem utilizadas é feito a partir da demanda gerada pelos serviços e pelo desenho geométrico da obra.
Divisão estratégica O estádio foi dividido pelos engenheiros em duas partes técnicas: a área da Esplanada, onde estão sendo erguidos os pilares de concreto, as rampas de acesso e as arquibancadas superiores; e o bowl, nome dado à parte interna do estádio onde estão localizados o campo e as arquibancadas inferiores. Oito gruas foram fixadas na Esplanada e quatro no bowl. As hastes, ou lanças, como são chamadas tecnicamente as gruas, têm entre 55 e 60 metros de comprimento e podem realizar um giro de 360º.

Dentro de uma simetria planejada, as 12 gruas movimentam com dinamismo cargas em 90% do canteiro de obras, sem que uma lança colida com a outra. Oito guindastes móveis de pequeno, médio e grande porte ficam responsáveis pelos 10% dos espaços restantes.

Uma das grandes utilidades das gruas, por exemplo, é auxiliar na construção dos 668 pilares do Estádio. Para isso, precisam içar armações tubulares de aço com cerca de 1,2 metro de diâmetro e quase 2 metros de comprimento no sentido vertical. Em seguida, as lanças levam essas peças na horizontal e as sobrepõem sobre os pilares, que estão sendo alongados até atingir a altura de 40 metros do solo.
Segurança As normas de segurança são outro destaque do local. Por isso, quando uma grua ou guindaste faz a movimentação de determinada carga, uma sirene é disparada, e todos os operários precisam sair da circunferência referente ao alcance da grua. Na área isolada permanecem apenas os sinaleiros, fornecendo coordenadas ao operador.

Para trabalhar no estádio,  operadores e sinaleiros precisam passar por treinamentos específicos. Além disso, os operadores são responsáveis pela checagem preventiva de parte da manutenção dos equipamentos com os quais trabalham a cada semana e são obrigados a usar cinto de segurança, talabarte e trava-quedas na linha de vida.

Polímeros metálicos darão forma ao maior aquário do Brasil

Com área de 21,5 mil m², construção do equipamento começa nas próximas semanas em Fortaleza. Imagic! Assina o projeto arquitetônico

O Governo do Estado do Ceará deve iniciar, nas próximas semanas, as obras para o Acquário do Ceará. O equipamento de 21,5 mil m² será formado por 28 aquários, tornando-se o maior empreendimento desse tipo na América do Sul, segundo os arquitetos do escritório Imagic!

Divulgação: Governo do Ceará

Formas arredondadas serão construídas com polímeros metálicos

O projeto chama a atenção por suas formas marinhas. “Dentro desse mercado de edifícios turísticos, precisamos nos destacar e a forma é importante”, disse o arquiteto responsável pelo projeto, Leonardo Fontenele. “O edifício é uma metáfora marinha. As formas externas, que lembram as encontradas no mar, são refletidas no interior do edifício, criando toda uma simbologia para o aquário”, disse.

Segundo Fontenele, o edifício será formado por uma estrutura de concreto interna que dará formato aos pavimentos, e por uma estrutura externa que dará o desenho ao edifício. “As formas curvas do lado de fora serão feitas com um polímero metálico, que nos permite fazer uma expressão arquitetônica diferente, o que não seria possível com o concreto”, disse. O fechamento do edifício será todo em vidro, também com formas curvas. Ainda, o edifício conta com uma parte coberta por uma malha metálica presa por mastros, que lembra uma membrana tensionada.

O edifício terá quatro andares: subsolo para uso técnico, térreo e outros dois pavimentos para visitação. Neles, ficarão os aquários de tubarões, de pinguins, tanques que criam a oportunidade de contato com as espécies, simuladores de submarino, cinema 4D e 3D, escola de mergulho e mais 20 aquários menores.

Do lado de fora, haverá a Praça das Águas, que conta com uma série de jatos d’água. Esse espaço, segundo Fontenele, será utilizado para integrar o edifício ao bairro. “Atualmente, a região do aquário está muito degradada. A esperança é que a área se revitalize a partir do próprio aquário”, disse Fontenele.

Ao invés do vidro, os arquitetos optaram pelo uso do acrílico nos aquários que serão instalados dentro do edifício. A escolha pelo acrílico foi feita por duas questões. A primeira é a característica físico-química do vidro, que ficaria esverdeado com o tempo. A segunda é que o vidro não suportaria a pressão da água nos aquários maiores. “O aquário principal, que ocupará os quatro andares do prédio, tem 50 m de comprimento, 16 m de altura e 15 m de largura. Isso é uma pressão enorme que o vidro não suportaria”, afirma Fontenele.

Divulgação: Governo do Ceará

Aquários serão fechados com acrílico para suportar a pressão da água

 

Divulgação: Governo do Ceará

Edifício vai abrigar 28 aquários internos

Projeto de Lei altera regras para greves em obras da Copa do Mundo de 2014

Se aprovado, 70% dos funcionários deverão continuar trabalhando em caso de paralisações

Está em tramitação no Senado o Projeto de Lei 728/2011, de autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA), que pretende, além de outros fatores, criar novas condições para as greves em obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014. De acordo com o projeto, as obras, juntamente com outras atividades, seriam inclusas nos serviços especiais para a população.

Em resumo, o projeto passará a equiparar as reformas e construções de estádios a serviços considerados primordiais, como abastecimento de energia e água, coleta de lixo, transporte coletivo, assistência médica, alimentação e tráfego aéreo, entre outros.

O texto defende que, em caso de greve, as empresas ou sindicatos patronais sejam avisados 15 dias antes. Além disso, 70% dos funcionários deverão continuar trabalhando mesmo durante a paralisação, pela importância do trabalho. No caso de necessidade, o poder público tem a permissão de contratar mão de obra substituta, o que é proibido atualmente. O texto também torna crime a proibição, por parte dos grevistas, desses trabalhadores substitutos. O projeto também proíbe a greve por parte do empregador.

Atualmente, o projeto está na Comissão de Educação, sendo necessária ainda a sua visualização pelas Comissões de Cultura e Esporte, de Desenvolvimento Regional e Turismo, de Assuntos Sociais, de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Constituição, Justiça e Cidadania, que decidirá sobre o projeto.