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Norma de acessibilidade em edificações entra em consulta pública

Novo texto da NBR 9050 traz mudanças nos parâmetros para barras de apoio nos banheiros e uso da calçada

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) abriu a consulta pública para o projeto de revisão da norma NBR 9050, que trata da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. O novo texto foi elaborado pela Comissão de Estudo Acessibilidade em Edificações, do Comitê Brasileiro de Acessibilidade (CB-40).

O texto vai cancelar e substituir a edição anterior da norma, publicada em 2004. De acordo com a coordenadora da comissão de estudo, Adriana Prado, a nova norma foi feita em consideração à regra da ABNT que pede a revisão dos textos a cada cinco anos.

Além disso, a revisão foi necessária, pois, segundo a coordenadora, foram recebidas muitas reclamações em relação à barra de banheiro que deve ser colocada sobre a caixa acoplada. “Quando fizemos a primeira norma, a caixa acoplada era mais baixa. Logo depois, os fornecedores tiraram-na do mercado e passaram a falar que nós erramos”, afirma Adriana.

A revisão também traz novos parâmetros para as barras de apoio de vasos sanitários, o formato do corrimão e o uso da calçada, que foi dividido em três faixas. De acordo com Adriana, a Comissão de Estudos se baseou na definição feita pela prefeitura de São Paulo para elaborar a divisão.

A norma fica em consulta pública no site da ABNT até o dia 18 de outubro. Nos próximos meses, a comissão irá analisar as novas propostas para elaborar o texto final.

Ainda não há previsão de quando a norma será publicada, mas a coordenadora pede que os interessados em contribuir com o novo texto já ofereçam sugestões com uma redação completa. “Pedimos que sejam feitas propostas de texto para aquilo que a pessoa não concorda, para agilizar o processo”, conclui Adriana.

Fonte: piniweb.com.br

São José do Rio Preto faz maior licitação da história para acabar com enchentes

Prefeitura do município paulista vai contratar serviços para construção de lagoas de detenção de água pluvial, reservatórios, poços cilíndricos e parques

A prefeitura de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, fará a licitação de maior valor de sua história este mês. A contratação compreende 15 lagoas de detenção de água pluvial, cinco reservatórios em concreto, quatro poços cilíndricos subterrâneos e três novos parques, além de obras de microdrenagem em diversos bairros.

Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto

As obras estão orçadas em R$ 134 milhões, sendo R$ 60 milhões provenientes do Plano de Aceleração do Crescimento 2 a fundo perdido, R$ 65 milhões financiados pelo Governo Federal e R$ 9 milhões em contrapartida do município. De acordo com a Prefeitura Municipal de Rio Preto, seus impactos afetarão 75 mil habitantes.

Ao todo, as obras de macrodrenagem reterão 400 milhões de litros de água de contribuição aos córregos de Borá e Canela que desembocam no Rio Preto, mas que em épocas de cheia superavam suas capacidades de vazão resultando em enchentes.

Em 2010, uma grande enchente no centro da cidade por conta da falta de vazão destes córregos acarretou na morte de duas pessoas, além de danos às vias e edificações, o que fez com que a prefeitura assinasse um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que se comprometia a resolver o problema.

O projeto, que pretende acabar com as enchentes nas avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt e baixada da Rodoviária/Terminal Urbano foi feito com base no Plano Diretor de Macrodrenagem do município, e desenvolvido de acordo com os preceitos do Ministério das Cidades. “O projeto atende à filosofia do Ministério das Cidades que prega a sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Em termos de macrodrenagem, recomendam ampliar a retenção de água e sua infiltração no solo, em vez de simplesmente canalizar.”

O prazo para a conclusão da obra é de 24 meses porque as intervenções serão em área densamente povoada, o que deve gerar maior dificuldade logística. “Temos fóruns judiciários, shopping, moradia, hospitais”, lembra Milton Assis, Secretário de Planejamento de São José do Rio Preto.

A grande quantidade de construções no entorno dos córregos também exigiu soluções diferenciadas para viabilizar a obra, afirma Assis, como a adoção do poço cilindro, que será implantado em baixo das vias para driblar custos com desapropriações.

O município de Rio Preto já havia obtido R$ 35 milhões do PAC para obras de drenagem no canal do Rio Preto. O projeto ampliou a vazão do rio de 80 m³/s para 320 m³/s pela ampliação da calha feita em concreto armado, com piso de laje de concreto e talude gramado a 45° em uma extensão de 2,3 km.

Fonte: http://piniweb.com.br

TCE libera licitação para projeto executivo de túnel que ligará Santos ao Guarujá

Envelopes com as propostas devem ser abertos nos próximos 15 dias

Prefeitura de Santos

Ligação entre Santos e Guarujá

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou a licitação para contratação de projeto executivo para a construção do túnel que ligará as cidades de Santos e Guarujá. De acordo com a empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), os envelopes das propostas deverão ser abertos nos próximos 15 dias. A suspensão da licitação foi pedida por um escritório de advocacia um dia antes da abertura das propostas, que aconteceria em 17 de fevereiro.

O túnel será construído com perfis de concreto armado moldados em uma doca seca, que serão imersos e afundados, evitando-se a escavação do canal.  “Basta fazer uma dragagem na areia do fundo para assentar os perfis, que depois são recobertos pela areia”, disse o diretor presidente do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S. A.), Laurence Casagrande Lourenço. A estrutura terá profundidade mínima de 21 m, respeitando as exigências do Porto para a navegação.

Segundo Lourenço, a tecnologia foi escolhida em função dos custos mais baixos de implantação. “O custo do (túnel) imerso é menor que o do escavado. Depois, a escavação, para garantir a segurança dos trabalhadores e a viabilidade técnica do túnel, deveria ser feita em grande profundidade, que encarece cada vez mais as obras”, disse.

Os acessos ao túnel imerso serão executados por meio do sistema cut and cover, que consiste na cravação das estacas laterais que servirão como estruturas das paredes da via. A estrutura de cobertura, então, é apoiada nas estacas e, posteriormente, se processa a escavação, a estruturação do piso e o revestimento das estacas (paredes).

Ao todo, o túnel terá 34,92 m de largura, abrigando três vias de automóveis em cada sentido e uma via central para pedestres e ciclistas. De acordo com o Dersa, foram simulados 13 projetos diferentes de travessia, tanto pontes quanto túneis, localizados em sete posições diferentes. “A travessia pela região intermediária se mostrou melhor que as outras, pois fica mais próximo das pessoas que moram no bairro de Vicente de Carvalho e trabalham no centro de Santos”, disse Lourenço.

O governo ressalta que o sistema de travessia via balsa será mantida, mas com menor tráfego. Para a travessia pelo túnel, o pedágio terá a mesma tarifa da balsa: R$ 8,80 para carros e camionetes e R$ 4,40 para motos. Ciclistas e pedestres não pagarão pedágio.

A expectativa do governo é de que a obra seja contratada no início de 2013 e concluída no primeiro semestre de 2016. O custo da obra está previsto em R$ 1,3 bilhão.

Fonte: PINIweb.com.br