Arquivo mensais:fevereiro 2013

Sorocaba lidera em empregos na construção civil do Estado

Dos 832.625 trabalhadores formais da construção civil no Estado de São Paulo, 90.125 ou 10,8% estão instalados em Sorocaba, a 92 km da capital. Em número de empregos nessa área, a cidade do interior fica atrás apenas da capital que tem 379.122 empregados formais, segundo pesquisa econômica do Sindicato da Construção (SindusCon-SP) com dados de dezembro de 2012, divulgada nesta quinta-feira. A título de comparação, a cidade de Campinas tem menos empregados na construção – 83.650, ou 10,1% de participação no Estado – embora tenha quase o dobro da população de Sorocaba.

A forte expansão imobiliária vivida pela cidade é responsável por manter aquecida a geração de empregos. Neste momento, a cidade tem quatro shopping centers em construção e consolida a instalação de um parque industrial capitaneado pela montadora de automóveis Toyota, já em operação. Pelo menos uma centena de lançamentos imobiliários está em execução ou projeto. Programas habitacionais anunciados pela prefeitura, com participação dos governos estadual e federal, prevêem a construção de 5.836 moradias destinadas a famílias com renda até três salários mínimos. A falta de mão de obra local leva as construtoras a trazer trabalhadores de outros Estados.

O maranhense Evaldo Sene, de 32 anos, veio no ano passado para trabalhar na construção de um prédio. Em janeiro, trouxe a mulher, a filha do casal e um irmão, já com colocação garantida em outra obra. No ano passado, houve aumento de 2,04% de empregos no setor, com a entrada de 15.760 novos trabalhadores. Em percentual, São José do Rio Preto teve um desempenho melhor, com aumento de 4,79% na massa trabalhadora, mas a cidade responde por 3,3% dessa mão de obra no Estado, com 27.993 empregos formais. Em Ribeirão Preto, a pesquisa do SindusCon encontrou 57.270 trabalhadores na construção civil, 2,49% a mais que no ano anterior, correspondendo a 6,9% de participação no Estado.

fonte: dgabc.com.br

Campanha busca melhorar condições de trabalho na construção civil

Presidente de federação espera que mudança em Norma Regulatória limite o peso dos sacos de cimento em 25kg, reduzindo o risco de lesões entre os trabalhadores

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da Central Única dos Trabalhadores (FNTICM/CUT), Cláudio da Silva Gomes, espera conseguir inserir uma cláusula sobre peso adequado para cargas carregadas pelos trabalhadores da construção civil, na Norma Regulatória (NR) 18 do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata das condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, visando a proteção à saúde. O objetivo é parte da campanha que exige a redução do peso dos sacos de cimento para 25 quilos, na América Latina.

A campanha, intitulada “25 quilos… Não Mais”, foi iniciada em outubro de 2012, pela Internacional de Trabalhadores da Construção e Madeira, e exige a redução do peso nos sacos de cimento em toda a América Latina, que atualmente está entre 40 e 50 quilos, com o objetivo de evitar lesões progressivas ou permanentes na estrutura física dos trabalhadores. A campanha será dirigida a empregadores, fabricantes, entidades representativas e instituições governamentais.

Segundo a Internacional, o levantamento e a manipulação de cargas acima de 25 quilos causam lesões musculares na coluna, pescoço, ombros e cotovelos. Além do desgaste físico, estas lesões podem se tornar irreversíveis, reduzindo a vida produtiva dos trabalhadores.

Gomes afirma que a luta pela redução não é nova e não vê dificuldades que possam impedir a adequação. “Essa é uma demanda que vem de longa data. Nós estamos recolocando o assunto em pauta para termos êxito nas mudanças que buscamos. Levaremos essa discussão para a Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, para que seja incorporada a NR18. Até para a indústria, em relação a armazenagem e manuseio, é vantajoso. É só uma mudança no processo de embalagem, que não deve acarretar custos significativos”, analisa.

A NR estabelece diretrizes administrativas, organizacionais e de planejamento, que pretendem a implementação de medidas de controle e prevenção nos processos, nas condições e no ambiente de trabalho na indústria da construção. Se enquadram nesta norma os serviços de construção, demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, de qualquer tipo de construção, inclusive manutenção de obras de urbanização e paisagismo.

De acordo com o dirigente, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que o limite seja de 25 quilos, e os 27 países da União Europeia já se adequaram a esse parâmetro.

Segundo Gomes, peso do saco de cimento é uma questão importante, mas não é o único problema. “Essa é uma demanda recorrente nas discussões sobre saúde e segurança no trabalho, pois a carga de 50 quilos é um dos principais causadores de problemas nas vértebras, por exemplo. Mas também existe o problema do corte de paredes com serras circulares, que levanta uma nuvem de partículas, como a sílica, que podem ser aspiradas e causar um dano permanente no pulmão. Além do risco de alergias e outros problemas, que vão se acentuando com o passar do tempo”, explica o dirigente.

Fonte: redebrasilatual.com.br

Imetropará avalia itens de segurança da indústria e da construção civil

18% dos equipamentos de segurança individual testados foram reprovados.
Fiscalização ocorreu em estabelecimentos de Belém e Altamira.

Equipamentos de segurança individual usados por trabalhadores da indústria e da construção civil passaram por teste do Instituto de Metrologia do Pará (Imetropará), dentro da operação Mãos à Obra, realizado até o último dia 8. O balanço da fiscalização foi divulgado nesta terça-feira (19).

Os fiscais visitaram dez estabelecimentos em Belém e Altamira. Do total de materiais analisados, 18,80% foram reprovados. Foram fiscalizados 5.829 capacetes de segurança, dos quais 895 foram reprovados e 115 interditados; 5.450 máscaras semifaciais filtrantes, sendo 1.232 reprovadas e 26 interditadas; e 32 luvas isolantes de borracha, todas aprovadas.

A operação ocorreu em lojas de construção civil de todo o país para verificar se os equipamentos estão dentro das normas exigidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

“Esta ação visa assegurar a segurança do trabalhador, pois é a garantia de que estão usando equipamentos que foram testados e que vão protegê-los de fato durante suas atividades”, disse Luiziel Guedes, presidente do Imetropará.

Em caso de dúvida ou denúncia, o cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria do Imetropará pelo telefone 0800-280-1919, de segunda a sexta-feira, de 8h às 14h.

Fonte: g1.globo.com