Arquivo mensais:novembro 2012

Construção civil no Brasil deve crescer de 3,5% a 4% em 2013

A construção civil no Brasil deve consolidar no próximo ano a tendência de crescimento moderado, próximo de 4 por cento ao ano, que começou a ser desenhada ao longo de 2012 e afastou o setor do avanço robusto visto há dois anos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 3,5 e 4 por cento em 2013, projetou nesta quarta-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), praticamente o mesmo nível de alta esperado para este ano.

“Vemos à frente um cenário de estabilização da construção civil, uma normalização do nível da atividade e do número de empregados”, afirmou a jornalistas o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan.

Segundo especialistas do setor, fatores como maior investimento em infraestrutura, retomada dos lançamentos e recuperação da cena macroeconômica como um todo devem contribuir para que o mercado imobiliário mantenha o ritmo de crescimento.

O Sinduscon previa crescimento de 5,2 por cento para 2012, mas, ao longo do ano, fatores como redução de investimentos pelas empresas, menores investimentos públicos em infraestrutura e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários levaram a uma redução da expectativa para alta de 4 por cento.

“Acreditava-se que em 2012 teríamos um cenário melhor, mas nem tudo foi como esperado”, disse a economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ana Maria Castelo.

Em 2010, ano de forte aceleração do setor, o crescimento foi de 15,2 por cento, recuando para 4,8 por cento em 2011.

O mercado imobiliário brasileiro começou a sinalizar uma mudança de patamar já no final de 2011, com as empresas reduzindo lançamentos de novos projetos em prol de vendas de estoques e geração de caixa para retornar à rentabilidade.

“Mas estamos longe de dizer que 2012 teve um cenário ruim”, disse Ana Maria, destacando, entre os pontos positivos deste ano “os preços (de imóveis) que subiram menos, as vendas que mantiveram o ritmo de 2011 e o programa do governo voltado a infraestrutura, cujos efeitos devem ser percebidos mais fortemente apenas no final do próximo ano”.

O governo federal anunciou em agosto um pacote de concessões de ferrovias e rodovias, que prevê investimentos de 133 bilhões de reais em 25 anos.

LANÇAMENTOS RETORNAM, CUSTOS SEGUEM ALTOS

Após sofrer certa estagnação, o nível de lançamentos deve acelerar já a partir do atual trimestre, principalmente na capital paulista, onde a dificuldade de se obter licenças para novos projetos foi mais crítica, segundo Zaidan.

“O município de São Paulo teve um represamento de projetos até setembro. Vamos ver, de agora até o primeiro trimestre de 2013, um acúmulo de lançamentos decorrente disso”, disse ele. “Estamos otimistas com o número de lançamentos”.

Já os custos devem permanecer elevados “em 2013 pelo menos”. “Preço de terrenos bem localizado e com potencial não cai, assim como preço de imóvel para de subir, mas não cai”, afirmou Zaidan.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumula alta de 6,93 por cento em 2012 até novembro, e alta de 7,30 por cento nos últimos 12 meses.

Nesse sentido, a mão de obra, que neste ano teve a principal contribuição para a elevação de custos do setor, deve se manter como a maior preocupação para as empresas, com forte demanda por pessoal qualificado, segundo Ana Maria.

O nível de emprego na construção civil no país acumula crescimento de 6,57 por cento neste ano até outubro, quando o setor empregava 3,415 milhões de trabalhadores, mas apenas 859 mil com carteira assinada.

Fonte: noticias.r7.com

Trabalhadores são flagrados sem o uso de equipamentos de segurança

Flagrantes ocorreram em obras no centro de Porto Velho.
Auditor-fiscal do trabalho condena comportamento dos empregadores.

Irregularidades quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) de trabalhadores da construção civil em Porto Velho foram flagradas pela equipe do Jornal de Rondônia. Um dos flagrantes foi registrado na construção da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Rondônia (Sticcero).

O trabalhador, que não quis se identificar, opera a serra para cortar tijolos sem o uso das luvas. “Onde está a luva? [pergunta a repórter] Está lá dentro, eu vou pegar”, responde o trabalhador que não quis se identificar.

O encarregado da obra não quis falar sobre o assunto, o representante do sindicato disse que desconhecia a situação. “Para nós foi uma surpresa, porque sempre cobramos”, conta Ademilton Borges, representante Sticcero.

Em outra obra, o pedreiro se movimenta no local com sandália de dedo, sem sapato especial.(Veja imagens no vídeo). Utiliza apenas um cinto e um chapéu de pano e ainda opera a corda sem luvas. Para descer de uma altura de oito metros, tem que ‘escalar’ a estrutura de metal improvisada. “E os equipamentos de proteção? [pergunta a repórter para o trabalhador] Vai lá que ele mostra para a equipe’, diz Marcelo Alves, encarregado da obra.

Após o flagrante, o trabalhador procura o EPI. “O senhor acha incômodo trabalhadar com EPI? [pergunta a repórter] É incômodo”, afirma o trabalhador que não quis se identificar.

O auditor-fiscal do trabalho, Juscelino José Durgo, analisou as imagens dos flagrantes e condenou a conduta dos trabalhadores nos dois casos. “O andaime precisa ter o guarda-corpo e cinto de segurança, sobre o caso do trabalhador que corta o tijolo sem o uso das luvas, ele tem risco de sofrer lesão na mão”, afirma Juscelino José Durgo.

Ainda segundo o auditor, o empregador deve oferecer os equipamentos de segurança e treinar os funcionários para o uso, além de cobrar a utilização.

Fonte: g1.globo.com

Inflação da construção civil recua para 0,23% em novembro, diz FGV

No ano, INCC-M acumula alta de 6,93%.
Custo da mão de obra teve variação de 0,24%, ante 0,01% em outubro.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) registrou variação de 0,23% em novembro, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,24%. No ano, o índice acumula alta de 6,93% e, nos últimos 12 meses, avanço de 7,30%.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços desacelerou para 0,22%, de 0,49% em outubro. No ano, acumula alta de 4,63% e, em 12 meses, avanço de 4,87%.

Já o subíndice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,51%. Seus quatro subgrupos apresentaram variações menores: materiais para estrutura (de 0,28% para 0,06%), materiais para instalação (de 1,24% para 0,57%), materiais para acabamento (de 0,49% para 0,45%) e equipamentos para transporte de pessoas (de 0,71% para 0,39%).

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,42%, em outubro, para 0,10%, em novembro. Nesse grupo, a FGV destacou a desaceleração do subgrupo serviços pessoais, cuja variação passou de 0,58% para 0,06%.

Mão de obra
O custo da mão de obra subiu: registrou variação de 0,24% em novembro, ante 0,01% em outubro. Em Recife, houve aumento de 4,29% por conta de reajustes salariais ocorridos em função da data base. Em Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre, as taxas apuradas refletem pequenas oscilações de mercado, informou a FGV. O custo da mão de obra acumula alta de 9,21% no ano e de 9,72% em 12 meses.

Seis capitais apresentaram desaceleração no INCC-M: Salvador (de 0,14% para 0,13%), Brasília (de 0,32% para 0,07%), Belo Horizonte (de 0,28% para 0,18%), Rio de Janeiro (de 0,22% para 0,08%), Porto Alegre (de 0,28% para 0,11%) e São Paulo (de 0,20% para 0,13%). Em contrapartida, Recife registrou aceleração, de 0,48% para 2,21%.

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Fonte: g1.globo.com