Arquivo mensais:abril 2012

Construção Civil em Rio Grande tem trabalhadores haitianos

Rio Grande está na rota das alternativas de emprego para trabalhadores de diferentes regiões do País.

Tem sido cada vez mais comum a presença de cariocas, paulistas, mineiros, cearenses, entre outros, nos mais diversos segmentos da cidade. Especialmente com o incremento do Polo Naval, as empresas buscam mão de obra qualificada e, com escassez na cidade, acabam trazendo empregados de outros lugares.

Na construção civil, por exemplo, de acordo com gestores e empresários do setor, tem sido difícil encontrar trabalhadores habilitados e disponíveis para funções de pedreiro, servente, entre outras, ou que não estejam seduzidos pelos salários pagos pela construção naval. E foi com base nessa dificuldade que a empresa Pedrão Construtora foi buscar empregados internacionais. Cerca de 25 homens, naturais do Haiti, estão trabalhando em obras nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, sede da empresa.

“Tivemos conhecimento, através de uma empresa de Caxias, que havia um grupo de haitianos trabalhando, legalmente, no ramo da construção, desempenhando boas funções e supermotivados. Então, uma equipe da nossa empresa foi até Manaus, onde cerca de 2 mil haitianos estavam alojados, para propor contratos de trabalho, de acordo com nossa necessidade. Assim, estamos com 14 trabalhadores em Rio Grande e outros 11 em Pato Branco, no Paraná”, disse Alexei Bordignon, engenheiro civil.

De acordo com ele, o alojamento dos haitianos ficava junto à paróquia São Geraldo, e recebiam auxílio de um padre responsável. “Logo que chegaram ao Brasil, foram até a Polícia Federal encaminhar a documentação necessária e obter liberação, inclusive com relação ao vencimento dos vistos. Até as vacinas exigidas foram todas providenciadas”, acrescentou Alexei.

O contrato firmado com a empresa é normal, incluindo período de experiência e carteira assinada. Todas as despesas estão sendo pagas pela Pedrão Construtora, como alojamento, alimentação e transporte. Para José Henrique Fernandes, técnico em edificações, que está acompanhando o grupo de haitianos, o rendimento tem sido bom.

“A maioria veio em busca de oportunidade. No seu país de origem, trabalhavam como enfermeiros e garçons, outros eram apenas estudantes. Mas o diferencial é que eles têm motivação, querem trabalhar pra mandar dinheiro para as famílias que ficaram lá. E nosso objetivo, com o desenvolvimento do trabalho, é promover a qualificação conforme o andamento das obras e a observação das aptidões”, disse José Henrique.

Segundo ele, os haitianos têm atuado como um reforço nas obras, acompanhando uma equipe técnica que já trabalha na empresa há algum tempo. A empresa participou e venceu licitações da Prefeitura Municipal para construção de cinco escolas de educação infantil e 268 casas. Nesse período inicial, os trabalhadores estão atuando na construção da Escola de Educação Infantil Ana Neri, na localidade do Bolaxa, e em outra obra no Camping Municipal.

A realidade haitiana

A capacidade de entender a língua portuguesa ainda é discreta, mas os haitianos mantêm a comunicação, principalmente entre eles, através do francês e do dialeto próprio, chamado crioulo. Alguns também entendem espanhol e, aos poucos, vão se adaptando à linguagem brasileira. Kenel Lucian, de 31 anos, contou que deixou o Haiti em busca de recuperação, após o terremoto que devastou o país no início de 2010.

“O Brasil está abrindo portas para o Haiti, prestando apoio e acolhendo os trabalhadores, principalmente após o terremoto. Perdemos famílias, emprego, casa, enfim, toda a estrutura, e viemos em busca de trabalho para auxiliar na reconstrução da vida. Aqui, todo mundo nos trata bem, fomos muito bem recepcionados pelo povo brasileiro. Assim, temos a chance de mandar dinheiro para nossos parentes que ficaram lá, como meu filho de seis anos”, disse. No mesmo grupo ainda estão Anais Chery, 21, Deivil Mirville, 27 e Renold Noel, 37, que vêm de cidades como Cabo Haitiano, Gonive e Porto Príncipe, todos em busca de subsídios para reconquistar não apenas o patrimônio que perderam, mas a dignidade através do trabalho.

Fonte: jornalagora.com.br

Serviços e construção civil sustentam alta do emprego formal em março

País criou 111.746 empregos com carteira assinada. No ano, são 442.608

O mercado formal de trabalho criou 111.746 empregos em março, resultado de 1,881 milhão de contratações e 1,769 milhão de demissões, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi 20,6% superior ao de igual mês de 2011 (92.675) e determinado, principalmente, pelo desempenho do setor de serviços e de construção civil. O recorde para março continua sendo de 2010 (saldo de 266.415 vagas com carteira assinada).

Com os números de março, o saldo acumulado no ano, na série ajustada (com informações declaradas fora do prazo), atinge 442.608 empregos formais. Em 12 meses, são 1.761.455 postos de trabalho a mais, expansão de 4,82%.

O setor de serviços abriu 83.182 vagas no mês passado (crescimento de 0,53%), enquanto o de construção criou 35.935, na maior variação percentual (1,21%) e no segundo melhor resultado para o mês. A indústria de transformação fechou 5.048 postos de trabalho (-0,06%) , o comércio abriu 6.412 (0,08%) e a administração pública, 5.724 (0,70%). A maior queda foi da agropecuária, com 17.084 vagas a menos (-1,09%).

No caso da indústria, o resultado negativo se deve, principalmente, ao desempenho do segmento de produtos alimentícios, com redução de 25.211 empregos no mês (-1,34%). Segundo o ministério, o maior impacto para o ramo veio do Nordeste (-33.704 postos de trabalho), queda relacionada às atividades de fabricação de açúcar. Segundo o diretor do Departamento de Emprego e Salários, Rodolfo Torelly, a queda na agricultura – em resultado incomum para o período – teve efeito direto no setor de alimentos. “Esse foi o principal fator que impediu um resultado positivo para a indústria.”

No primeiro trimestre, a maior parte dos empregos formais vem do setor de serviços, com saldo de 261.285 vagas (1,7%). Percentualmente, a maior alta (4,25%) é da construção civil, que abriu 122.662 empregos. A indústria de transformação abriu 57.759 postos de trabalho (0,71%) e a administração pública, 21.176 (2,65%). A agricultura ficou praticamente estável, com variação de -0,07% (-1.025 vagas), enquanto o comércio caiu 0,31% (-26.732).

Fonte: redebrasilatual.com.br

Confiança da construção civil melhora em março, diz FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), evoluiu favoravelmente em março de 2012, apesar de ainda apresentar níveis médios inferiores aos do mesmo período do ano passado. A variação da média do trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, passou de -8,4%, em fevereiro, para -6,6%, em março.

Segundo a FGV, esse é o melhor resultado da série iniciada em setembro de 2011 e confirma a recuperação do segmento. O Indicador Trimestral do ICST ficou em 129,9 pontos, no mês passado, contra 139 pontos, em março de 2011.

Os destaques positivos no trimestre foram os grupos construção de edifícios e obras de engenharia, que passou de -9%, em fevereiro para -6,6% em março; e aluguel de equipamentos de construção e demolição, com operador (de -15,7% para -6,2%). No sentido inverso, os segmentos preparação de terreno, com variação de -0,9% em março, contra 0,1% em fevereiro; e obras de infraestrutura para engenharia elétrica e para telecomunicações – com variações de -12,7% e -9,4%, respectivamente – foram os que pressionaram negativamente a confiança do setor.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -11,1% para -9,3% de fevereiro para março. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -5,9% para -4,2% no mesmo período.

O quesito da pesquisa, que mede a evolução recente do nível de atividade, foi o que mais contribuiu para a melhora do ISA-CST no trimestre findo em março deste ano, embora ainda sinalize um ritmo menos intenso que no ano anterior. A variação do Indicador Trimestral do quesito, em relação ao ano anterior, passou de -9,7% para -7,3% entre fevereiro e março.

Já o quesito tendência dos negócios nos próximos seis meses exerceu a maior influência na melhora relativa das expectativas – passou de -6,0% para -3,7% entre fevereiro e março.

Fonte: www.dci.com.br