Arquivo mensais:março 2012

Mais de 60% das obras da arena do Grêmio estão concluídas

Cerca de 2,4 mil operários trabalham para finalizar a construção ainda neste ano

O Grêmio Football Porto Alegrense divulgou, na última sexta-feira (16), um balanço das obras de sua arena. De acordo com o relatório produzido pela construtora OAS, a obra já está 60% completa. Cerca de 14% das arquibancadas foram instaladas até este momento. Além disso, também já foram montados 70% dos pilares, 74% das vigas, 55% das lajes e 37% das vigas-jacaré.

Vista aérea do estádio

Vista aérea do estádio

As instalações, revestimentos e acabamentos estão ainda em ritmo lento, esperando a conclusão da estrutura do estádio. Os itens mais avançados são as instalações hidrossanitárias e a supervisão e automação, ambos com 30,5% concluídos. Atualmente, 2,4 mil operários trabalham na obra com 37 equipamentos entre gruas, caminhões, escavadeiras e tratores. A previsão é que os trabalhos sejam finalizados até dezembro deste ano.

Complexo

O empreendimento contará com hotel de 19 andares, centro empresarial com duas torres, shopping center com três pavimentos, centro de eventos e 20 edifícios com 19 a 22 andares. Os projetos arquitetônicos são de autoria do escritório Plarq, responsável pela arena esportiva, por José de Barros Lima (edifícios residenciais), Anastassiadis Arquitetura (hotel), Ricardo Julião (centro de convenções) e Afa Arquitetura (shopping center e masterplan).

O orçamento previsto para o projeto passa de R$ 1 bilhão. De acordo com a OAS, R$ 450 milhões do investimento serão destinados aos edifícios residenciais, R$ 400 milhões para a arena e R$ 200 milhões para o shopping, centro de convenções e hotel. O Bairro do Humaitá foi escolhido pela acessibilidade, já que existem três estradas de acesso, além de linha de trem e de outros meios de transporte.

Fonte: PINIweb.com.br

Financiamento imobiliário deve aumentar 29,6% em 2012

Segundo estudo da Tendências Consultoria, elevação mais expressiva ocorrerá nas regiões Norte e Nordeste

O financiamento imobiliário deve aumentar ainda no primeiro semestre de 2012, depois de um leve recuo percebido nas liberações de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no segundo semestre do ano passado. Segundo estudo da Tendências Consultoria, a previsão é que haja alta de 29,6% no montante liberado para financiamento neste ano, somando R$ 102,2 bilhões. Pelo estudo, o número de imóveis aumentará 10% no ano.

Com relação às regiões do Brasil, Norte e Nordeste deverão registrar os aumentos mais expressivos, com alta de 16,8% e 14,5%, respectivamente, seguidos pelo Centro-Oeste (11%), Sul (9,7%) e Sudeste (8,2%). “A participação relativa ainda baixa no Norte e Nordeste nos financiamentos imobiliários, aliada aos maiores crescimentos de renda esperados, revela um grande potencial de mercado nessas regiões”, diz o estudo.

Além disso, o déficit habitacional percebido no Nordeste e também no Sudeste apresentam um bom mercado para o financiamento. Nessas duas regiões, as parcelas de domicílios considerados inadequados para habitação são de 35% e 36,9%, respectivamente.

O estudo também aponta a migração de classes como importante para o favorecimento do mercado imobiliário no Norte e no Nordeste. “Enquanto no Brasil a participação das classes B e C na renda total deve se elevar de 62% para 62,5% entre 2009 e 2016, o aumento no Nordeste deverá ser substancial, passando de 47,8% para 52,8%”.

Fonte: PINIweb.com.br

Confiança do empresário da construção melhora em 2012

O empresário da construção no País está mais confiante no desempenho de suas companhias no cenário atual e às perspectivas futuras. A evolução foi percebida em relação ao fim do ano passado. Já na comparação com o cenário de um ano atrás, a confiança está mais baixa, de acordo com a Sondagem da Construção, divulgada hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O indicador do desempenho presente das empresas atingiu 55,7 pontos no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, alta de 3,8% ante os dados da última sondagem, feita em novembro, e queda de 5,3% comparada à pesquisa realizada em fevereiro de 2011. As perspectivas de desempenho futuro passaram para 59,3 pontos, alta de 5,8% sobre novembro, e recuo de 4,1% ante o resultado de um ano atrás. Na mesma base de comparação, a confiança em relação ao crescimento econômico avançou 1,8% e mostrou baixa de 15,7%, respectivamente.

Pelos critérios da Sondagem da Construção, a escala varia de zero a 100 pontos, sendo que dados maiores do que 50 indicam um cenário favorável, e abaixo de 50, negativo. A pesquisa foi realizada no mês passado com 190 empresários do setor em todo o País.

Segundo o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, os indicadores no começo deste ano são piores do que os do início de 2011 porque, há um ano, a confiança dos empresários estava em alta, relacionada ao forte desempenho do setor em 2010, quando houve ápice no volume de vendas, lançamentos e contratações. Já nos meses seguintes de 2011, o cenário se deteriorou, marcado por instabilidades provocadas pelo avanço da inflação, pelas medidas do governo para desaquecer a economia e pelo noticiário de crise na Europa.

“Isso gera incertezas para o empresário, que trabalha com ciclos de longo prazo na construção”, explicou Zainda. “Mas, de lá para cá, vimos que não houve desastres”, referindo-se à melhora da inflação e aos incentivos do governo. “O ano de 2011 foi bom para a construção, mas não excepcional como 2010”.

Indicadores

A Sondagem da Construção mostrou também que a confiança dos empresários com relação à política econômica ficou em 52,8 pontos, elevação de 4,8% sobre novembro, e crescimento de 1% na comparação com fevereiro do ano passado. A expectativa de redução da inflação marcou 50,6 pontos, aumento de 25,2% na comparação trimestral e alta de 35,6% na comparação anual.

Outro dado que melhorou foi a percepção dos empresários em relação às dificuldades financeiras. O indicador atingiu 50,1 pontos em fevereiro, queda de 7,3% ante novembro e de 7,2% comparado ao mesmo mês de 2011. Ao contrário dos demais indicadores da pesquisa, a percepção sobre dificuldades financeiras é considerada menos favorável quando está acima de 50 pontos.

Já um indicador que mostrou piora recente foi a perspectiva sobre a evolução dos custos, que marcou 47,7 pontos em fevereiro, queda de 0,6% ante novembro e alta de 14,0% ante o mesmo mês do ano passado. Segundo Zaidan, essa piora é explicada, em parte, ao período de dissídios trabalhistas, que se estende até maio nos Estados que concentram mais mão-de-obra (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia). Além disso, acrescentou Zaidan, existe a preocupação com a possível elevação dos preços de materiais de construção devido ao avanço da cotação do dólar e da manutenção da demanda aquecida.