Arquivo mensais:fevereiro 2012

Indicador de atividade da construção fica em 47 pontos

O nível de atividade da construção civil no País atingiu 47 pontos em janeiro deste ano, mesmo resultado registrado em dezembro e no mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje pela sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da estabilidade no período comparado, o indicador sinaliza recuo no nível de atividade do setor. Pela escala da sondagem, pontuações inferiores a 50 significam queda da atividade, atividade abaixo do usual e expectativa negativa.

O nível de atividade em relação ao usual registrou 50 pontos em janeiro, dado acima dos 48,8 de dezembro, mas inferior aos 51,4 pontos do mesmo mês de 2011. A CNI destaca, no entanto, que este indicador voltou ao nível esperado (faixa dos 50 pontos) após ficar abaixo dessa pontuação desde julho de 2011.

O indicador sobre o evolução do número de empregados na construção civil no País atingiu 49 pontos em janeiro, resultado acima dos 47 pontos de dezembro e praticamente estável ante os 49,1 pontos do mesmo mês do ano passado. De acordo com a escala da pesquisa, a pontuação abaixo de 50 neste quesito também indica recuo.

Em nota divulgada à imprensa pela CNI, o economista Danilo Garcia afirma que a retomada da atividade em relação ao ritmo usual para os meses de janeiro pode representar um indício consistente de reativação do setor. “Apesar do nível da atividade haver recuado sobre dezembro, seu comportamento em comparação ao habitual pode significar que a construção está recuperando o ritmo compatível com sua importância na economia”, diz Garcia.

A Sondagem da Indústria da Construção foi realizada pela CNI entre 1º e 14 de fevereiro com 436 empresas, das quais 143 de pequeno porte, 189 médias e 104 grandes.

Fonte: Diário do Grande ABC - www.dgabc.com.br

Conpresp tomba parte do aeroporto de Congonhas, em São Paulo

Pavilhão das Autoridades, terminal de embarque e desembarque e estrutura de metal em arco triarticulado do hangar agora são protegidos pelo patrimônio histórico

Divulgação: Infraero

Saguão do aeroporto de Congonhas

Parte do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), após mais de sete anos em processo de tombamento. O aeroporto foi inaugurado em 1955, com projeto do arquiteto Hernani de Val Penteado, que combinou elementos art déco e de arquitetura moderna no núcleo original do prédio.

Ficam protegidos a partir de agora o Pavilhão das Autoridades, terminal de embarque e desembarque de passageiros e estrutura de metal em arco triarticulado do hangar. Além disso, o conselho também estabeleceu área envoltória interna e externa ao aeroporto.

No Pavilhão das Autoridades ficam preservados itens de decoração como um conjunto de espelhos decorados do Salão Nobre de autoria do arquiteto francês Jacques Monet, um painel de autoria atribuída a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, com dimensão de 3,5 m de altura por 16 m de extensão, entre outros itens.

Já no terminal de embarque e desembarque, deverão ser preservadas as características externas das fachadas da edificação voltadas para a Avenida Washington Luís e os espaços internos e elementos arquitetônicos e artísticos do saguão central, antigo salão de dança e restaurante, alas norte e sul, obras artísticas, entre elas, o Mapa Mundi criado por Hernani do Val Penteado e Raymond A Jehlen, um busto de Santos Dumont, entre outras obras. Com relação à estrutura de madeira do hangar, a preservação é integral.

Congonhas recebe 16 milhões de passageiros por ano e é o segundo aeroporto mais movimentado do País, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos.

Fonte: PINIweb.com.br

Tribunal de Justiça de São Paulo derruba liminar que suspendia o projeto Nova Luz

Desembargadora aceitou recurso da prefeitura para continuidade do projeto de revitalização do centro

Divulgação: Prefeitura de São Paulo
Divulgação: Prefeitura de São Paulo

A desembargadora Vera Angrasani, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), decidiu aceitar o recurso da Prefeitura de São Paulo para que o projeto Nova Luz, de revitalização da área central de São Paulo, pudesse continuar em desenvolvimento. Em janeiro, o juiz Adriano Marcos Laroca, da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, havia suspendido o projeto, sob alegação de que não houve participação popular na discussão sobre o projeto.

Segundo a desembargadora, já existe um Projeto Urbanístico Consolidado “no qual a Municipalidade demonstra que a Concessão Urbanística da Nova Luz é política pública de ousada magnitude, inclusive, visando a realização de audiências públicas, assumindo a tarefa de reconduzir certa porção do território paulistano à condição original, visando a dignidade da pessoa humana, a cidadania e a função social da cidade, adequando-a aos tempos atuais”.

André Carlos Livovschi, que entrou com a ação popular contra o projeto, ainda pode recorrer da decisão.

Fonte: PINIweb.com.br